La lucha climática desde la diversidad: voces LGBTI+ en la Amazonía [ESP/POR]

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Aunque hay una falta de estudios formales sobre el impacto de los cambios climáticos en la vida de las personas LGBTI+, es evidente que esta población ya sufre marginalización económica y social de múltiples formas, como el abandono de redes familiares y la dificultad de acceso al mercado laboral debido a la LGBTIfobia estructural. Estas violencias se intensifican con la llegada de eventos climáticos extremos. Por ejemplo, durante las recientes inundaciones en Río Grande do Sul, personas trans reportaron abuso y acoso en los refugios, prefiriendo estar afuera por seguridad. Este fenómeno se conoce como transfobia ambiental. Así, los cambios climáticos añaden una capa de vulnerabilidad social a una población ya marginalizada.

La Liga de Cuidados Integrais à Diversidade Sexual e de Gênero (LACIGS+) es un colectivo LGBTI+ de la Región Metropolitana de Belém, Pará, Brasil. Desde 2016, este colectivo multidisciplinar promueve eventos abiertos, proyectos de educación en género y sexualidad en diversas instituciones, y cuenta con un Núcleo de Estudios y Pesquisas enfocado en la producción científica. Su misión es fomentar discusiones sobre temas actuales que afectan a la población LGBTI+, desde una perspectiva interseccional, creando espacios seguros para compartir experiencias y producir conocimientos. Los miembros de LACIGS+ también trabajan en la construcción de políticas públicas y la promoción de derechos humanos a través de Grupos de Trabajo Municipales sobre la salud de la población LGBTI+ y la población negra, participando activamente en el primer Foro LGBTI+ de Belém en 2023.

Las asociaciones formadas por LACIGS+ en los últimos años han revelado que los colectivos dedicados a enfrentar la emergencia ambiental están mayoritariamente liderados o integrados por personas LGBTI+. En la Amazonía paraense, la población LGBTI+ se encuentra en la primera línea de la lucha por la justicia climática. Esto se debe a la superposición de múltiples formas de violencia que enfrentan, ya que también son personas negras, periféricas, indígenas, quilombolas y jóvenes, distribuidas en diversos espacios de los territorios amazónicos. Esta intersección de identidades y experiencias las coloca en situaciones de alta vulnerabilidad social, especialmente frente al aumento de eventos climáticos extremos.

Es crucial reconocer las identidades concretas de los afectados por los cambios climáticos, ya que el impacto no es uniforme. Aquellos que menos contribuyen a la crisis ambiental son los que más sufren sus efectos. Por ello, la inclusión de personas LGBTI+ y sus diversas intersecciones en la agenda climática es esencial para denunciar el perfil de los afectados y señalar a los responsables. La interseccionalidad en nuestras luchas es vital para alcanzar una justicia climática efectiva. No somos seres abstractos; estamos atravesados por múltiples marcadores sociales. Estas pluralidades permiten idear estrategias creativas e inclusivas para construir las luchas presentes, ocupando diversos espacios de toma de decisiones y garantizando políticas que consideren las particularidades de los grupos sociales marginalizados y oprimidos.


A luta climática desde a diversidade: vozes LGBTI+ na Amazônia”

Embora faltem estudos formais sobre o impacto das mudanças climáticas na vida das pessoas LGBTI+, é evidente que essa população já sofre marginalização econômica e social de múltiplas formas, como o abandono de redes familiares e a dificuldade de acesso ao mercado de trabalho devido à LGBTfobia estrutural. Essas violências se intensificam com a chegada de eventos climáticos extremos. Por exemplo, durante as recentes inundações no Rio Grande do Sul, pessoas trans relataram abuso e assédio nos abrigos, preferindo ficar do lado de fora por segurança. Esse fenômeno é conhecido como transfobia ambiental. Assim, as mudanças climáticas adicionam uma camada de vulnerabilidade social a uma população já marginalizada.

A Liga de Cuidados Integrais à Diversidade Sexual e de Gênero (LACIGS+) é um coletivo LGBTI+ da Região Metropolitana de Belém, Pará, Brasil. Desde 2016, esse coletivo multidisciplinar promove eventos abertos, projetos de educação em gênero e sexualidade em diversas instituições e conta com um Núcleo de Estudos e Pesquisas focado na produção científica. Sua missão é fomentar discussões sobre temas atuais que afetam a população LGBTI+, desde uma perspectiva interseccional, criando espaços seguros para compartilhar experiências e produzir conhecimentos. Os membros da LACIGS+ também trabalham na construção de políticas públicas e na promoção de direitos humanos através dos Grupos de Trabalho Municipais sobre a saúde da população LGBTI+ e da população negra, participando ativamente no primeiro Fórum LGBTI+ de Belém em 2023.

As análises feitas pela LACIGS+ nos últimos anos revelaram que os coletivos dedicados a enfrentar a emergência ambiental estão majoritariamente liderados ou integrados por pessoas LGBTI+. Na Amazônia paraense, a população LGBTI+ está na linha de frente da luta por justiça climática. Isso se deve à sobreposição de múltiplas formas de violência que enfrentam, já que também são pessoas negras, periféricas, indígenas, quilombolas e jovens, distribuídas em diversos espaços dos territórios amazônicos. Essa interseção de identidades e experiências as coloca em situações de alta vulnerabilidade social, especialmente frente ao aumento de eventos climáticos extremos.

É crucial reconhecer as identidades concretas dos afetados pelas mudanças climáticas, já que o impacto não é uniforme. Aqueles que menos contribuem para a crise ambiental são os que mais sofrem seus efeitos. Por isso, a inclusão de pessoas LGBTI+ e suas diversas interseções na agenda climática é essencial para denunciar o perfil dos afetados e apontar os responsáveis. A interseccionalidade em nossas lutas é vital para alcançar uma justiça climática efetiva. Não somos seres abstratos; estamos atravessados por múltiplos marcadores sociais. Essas pluralidades permitem criar estratégias criativas e inclusivas para construir as lutas presentes, ocupando diversos espaços de tomada de decisões e garantindo políticas que considerem as particularidades dos grupos sociais marginalizados e oprimidos.

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